1 - Sobre o enredo:
O livro apresenta a visão de Salvatore Paradise ou apenas"Sal", sobre “a estrada” o que na verdade é o papel autobiográfico de Jack Keruoac. O outro personagem principal é o de espírito livre, imprudente (e um pouco bi-polar) Dean Moriarty, que Keruoac belamente escreveu se baseado em seu amigo Neal Casssady. Um grande elenco de outros personagens interagem com Sal e Dean no livro, para esta verdadeira galera, viajar é o sentido da vida. Assim sendo percorrem todo o EUA de Nova York, Chicago, Denver, Texas e Califórnia, chegando ao final do livro no México.
Dean Moriarty é um “espírito livre” que aprecia a existência e que gosta de "viver" a vida, “provar” pessoas e “conhecer” lugares novos. De forma que toda esta “pulsão”, o faz não poder assumir e manter qualquer laço de longo prazo com suas namoradas, esposas, filhos ou amigos. Ocorre durante a narrativa, que ele acabou abandonando o seu companheiro de viagem Sal que ficou doente no México com disenteria. Mesmo assim Sal parece encantado com Dean, uma vez que não consegue resistir a sua energia avassaladora e entusiasmo pela vida - embora quase sempre ele se sente relutante diante da atração exercida pelas atividades frenéticas e impulsivas de Dean
O ponto forte do livro é sua capacidade de nos apaixonar pelas representações visuais da paisagem, tanto quanto pela história de sua época. A música (jazz) sempre presente em todos os capítulos do livro é um charme a parte, que torna a obra atrativa e fluida! Em sua abordagem mais psicológica a narrativa da loucura que é On the Road, mostra que todos os homens tem em sua essência “anjos e demônios” internos, tal qual Dean Moriarty. E que são as nossas escolhas ante as possibilidades do mundo que justamente nos fazem cair de para quedas na loucura ou aproveitar a vida cotidiana da mesmice. Também é um tema presente no livro que há pessoas que nos cativam e nos puxou para o seu mundo, desenvolvem e envolvem nossa vida. Mesmo no final do livro, quando Sal vê mais uma vez o verdadeiro "Dean Moriarty" (o causando mal) ele ainda sente um desejo de ser um pouco como seu amigo louco.
2 - Sobre a "Beat Generation", e o que é um Beatnik?
Os hippies da década de 1960 não teria existido sem a "Beat Generation" da década de 1950. Mas o que é um Beatnik? Jack Kerouac (1922-1969) era um dos colaboradores mais influentes da "Beat Generation", um grupo de escritores iconoclastas cujas obras polêmico incluído referências ao sexo promíscuo, uso de drogas e uma rejeição do materialismo e dos valores tradicionais. Mais conhecido romance de Kerouac, On the Road, é considerado como um dos romances mais influentes do século 20 e uma pura expressão do estilo de vida Beatnik.
3 - Conclusão:
Antes de ler On the Road, eu já sabia sobre o seu significado cultural. Quando lançado, este pequeno romance chocou a sociedade com o seu sexo explícito e uso de drogas. Há algumas pessoas que lerão ele hoje e ainda se sentirão ofendidas! No entanto, percebendo que a maior parte deste conto semi-autobiográfico ocorre em torno de 1947-1948 é bastante surpriendente para mim, ele apresenta-se como 1968, não 1948 ano de seu lançamento, para que se possa ver o que era influente a sua época.
4-Sobre a edição:
Na edição lida, em português de On the road, a editora L&PM editores de maio de 2012 optou por apresentar uma capa com o cartaz do filme também de 2012, o que não pode se dizer que foi a melhor escolha, mas mesmo assim é uma bela capa. Vale observar que esta edição não é pocket e tem orelhas, possui 296 páginas com folhas brancas o que causa um certo incômodo ao ler. A Diagramação é boa. On the custa aproximadamente R$40,00.
5 - Numa escala de 0 a 5:
*Pela edição 3 estrelas.
*Pela história 4 estrelas.
*Pela capa 2 estrelas.
"(...) E ele me disse que Dean estava transando com duas garotas ao mesmo tempo, eram elas Marylou, sua primeira esposa, que o aguardava num quarto do hotel, e Camille, uma nova gata, que ficava esperando por ele num outro quarto de hotel.Entre uma e outra ele corre ao meu encontro para tratarmos de negócios inacabados." (On the Road, p.51)
"(...) Garotas e rapazes da América têm curtido momentos realmentes tristes quando estão juntos; a artificialidade os força a se submeterem imediatamente ao sexo, sem os devidos diálogos de almas, porque a vida é sagrada e cada momento é preciso.Ouvi os sons da locomotiva de Denver e Rio Grande uivando no

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